Um Fordinho Proximo ao Polo Sul

15/12/2010 à 09/01/2011  -  André e seu Fordinho:  De São Paulo à Ushuaia :

Nosso associado, André Luiz Falavigna, prossegue em suas aventuras.  Em 2009 ele foi até o Deserto do Atacama, no Chile, 
com seu Fordinho Phaeton 1.929.  Agora, em 2010, ele continuou firme e foi mais fundo... resolveu ir até  Ushuaia, o ponto 
mais ao Sul do Continente, perto do Cabo Horn.  Acompanhe a viagem !!

Dia 15/12/2010 - Saiu de Mairiporã - S.P.,  com seu filho Otávio e pegou, logo de cara, 11 horas de chuva ininterrupta.

Dia 16/12  -    À noite, já estavam na fronteira com o Uruguai, em Chuí.

Dia 17/12 -  Atravessaram o Uruguai pelo interior e chegaram à " Colonia del Sacramento "

Dia 18/12 -  Pegaram uma balsa para Buenos Aires, onde foram recebidos com um almoço, pelos nossos companheiros do
" Clube do Ford A da Argentina "

Dia 19/12 -  Prosseguiram em direção ao Sul, com o Fordinho funcionando como um relógio, sem nenhum problema e
muito confiável !

Dia 20/12 -  Já estavam em Puerto Madryn, província de Chubut, na Argentina e nos relataram que as estradas estavam
muito ruins, o calor insuportável e que, entre uma cidade e outra, existia uma verdadeira vastidão !

Dia 21/12 -  Saíram de Puerto Madryn com 35 graus e ventos fortíssimos, chegaram na cidade de Tres Cerros, com
população de " 28 habitantes ", onde encontraram comida, gasolina e alojamento.

Dia 22/12 -  Pela manhã, fazia cerca de 0 grau.  Ao dar a partida, André ouviu um estalo... era a mola do Bendix que
havia quebrado.  O óleo do motor estava muito espesso, devido ao frio intenso.  André colocou óleo mais fino e trocou a
mola.  Após o susto, seguiram viagem passando por Puerto San Julian, rumo a El Calafate.  Surge um grave problema:
Faltava gasolina nos postos!  A dupla não se amedrontava e seguia em frente em pleno deserto.  Passam por rajadas de
ventos que suspendiam a capota do Phaeton e erguiam o para-brisa escamoteável.  Nos postos, nada de gasolina...
O vento segurava o carro e o consumo de gasolina aumentava.  Chegam em " La Esperanza ", onde acharam um lugar
para comer e dormir. ( faziam - 4 graus centígrados ! )

Dia 23/12 -  Saíram às 05,00 h. da manhã, com pouco vento e muito pouca gasolina, pois a reserva de 28 litros, já havia
sido usada.  Deram muita sorte !  Chegaram em El Calafate com apenas 3 litros de gasolina no tanque.  Agora, a dupla vai
esperar o restante da família chegar, para passar o Natal e descansar um pouco. 

De 24 à 26/12 -  A família Falavigna permaneceu em El Calafate, fazendo passeios por museus, cavernas, glaciais e mirantes

Dia 27/12 -  O Fordinho, agora com 4 pessoas, mais bagagens, água, óleo, ferramentas e gasolina extra, segue para Ushuaia.      
Seguem em sentido Rio Gallegos e depois em direção ao sul.  O frio era tão intenso que André teve de usar anti-congelante
no radiador.  Pelo caminho, uma subida de 30 minutos em 2ª marcha.  Pegaram uma balsa para atravessar o Estreito de
Magalhães e dormiram em Cerro Sombrero, no Chile.  Pelo menos lá, havia gasolina e o hotel era bom.

Dia 28/12 -   Saem de Cerro Sombrero e, de cara, enfrentam a temível estrada de rípio, uma camada de pedras, seixo e
costelas de vaca, além de animais soltos, poeira e pedras arremessadas pelo tráfego.  Foram 200 kms !  No trecho argentino
já havia asfalto.  Próximo ao Lago Escondido, passaram por paisagens maravilhosas, porém muito perigosas, pois haviam
verdadeiros precipícios nas encostas das pistas.  O percurso total entre El Calafate e Ushuaia foi de 950 kms.  Mas, como
nos filmes de " Indiana Jones ", esta aventura também acabou bem !  Finalmente chegaram em Ushuaia !  Missão cumprida !

Depois de bem hospedados, quentinhos e confortáveis, puderam curtir a paisagem esplendida do local.  Nos dias seguintes,
foram conhecer de perto, pinguins, leões marinhos, baleias e um pouco mais da beleza exótica deste quase " fim do mundo "

Dia 03/01/2011 -  André acompanhou sua esposa Cara e sua filhinha Luiza até o aeroporto, onde ambas embarcaram para
São Paulo, deixando a " Dupla Dinâmica " e seu intrépido Fordinho, para iniciarem a viagem de volta.  Seriam oito longos
dias para voltar para casa e rever os amigos.  Estaríamos todos esperando para festejar no Clube do Fordinho !!

        Vejam abaixo, as lindas paisagens desta aventura !



Logo na saída... 11 horas de chuva.

Chegada no Uruguai

Em direção à Argentina

Balsa para Buenos Aires

Chegada da Tierra de Los Hermanos

Recepção dos amigos do Club del Ford A

Nosso símbolo  em boas mãos

As raridades da Argentina

A viagem é o assunto do almoço

Argentina... Adeus, ou até breve ?

O Phaeton enfrenta o vendaval !

Andre " Jones " e seu Fordinho

Só pra ajudar.  Sem gasolina !

Ushuaia : só faltam 2.724 Kms..

A mola do Bendix quebrou !

Mola nova ... Fordinho na estrada.

Aparecem os primeiros "Guanacos"

No Hay Combustible.   E agora ??

Apesar de tudo, André chega em Ushuaia

Lá, comparam André com um quadro

André passeia com a família

A natureza exagera na beleza !

O Fordinho de frente para um Glacial !

Imagem estonteante. Inacreditável !

Clara, André, Luiza e Otávio Falavigna

Realmente " On the rocks "

André... Fotógrafo Glacial

Orgulho do Clube do Fordinho !!!

Vai  Campeão ...

Só de olhar...  brrrrrrruuuu

Mais paisagens ??

Olha nossa bandeira aí gente !

André encontra o petróleo !!

Passeando pelos Museus

Um buraco à mais, não faz mal .

Fordinho ao Mar ...

A única folga do Fordinho !

O Fordinho tirou de letra esta estrada.

Cade as faixas ?

Não falei que era longe ???

Leões Marinhos na fita !

André : Traz um para o Clube !

Otávio Falavigna - Co-Piloto

André e o Clube = Inseparáveis.

Alaska ?  Olha que o André vai hein...

" Voce está aqui - Fim da Rota "

Alguém ainda tem dúvidas ...

Não !!!  O carro é muiiiiito bom mesmo !

Tierra Del Fuego

Estreito de Magalhães

Tierra Del Fuego

Phaeton 1.929 - Brilhante performance

Luiza Falavigna

Descanso para todos !



Viagem de retorno ao Brasil:

Era 03 de Janeiro de 2011, estavam em Ushuaia. A Clara e a Luiza pegaram o avião para S. Paulo e o Andre
e o Otávio, pretendiam chegar em Rio Gallegos.  Saíram bem cedo, chovia, fazia frio e tinha muita neblina.
Chegaram em San Sebastian, onde terminava o território argentino e começava o chileno.

Duas aduanas morosas, com muitos turistas e filas.  Começava também o trecho de " rípio " de 150 kms
até Cerro Sombrero.  Com a chuva, havia pouca poeira, mas as costelas de vaca continuavam sacudindo o
carrinho. Não havia interesse do Chile em asfaltar esta estrada, uma vez que a maior parte do transito
destina-se ao território argentino.

A sorte é que era dia 03, pois no dia 10 de Janeiro, os chilenos bloquearam o acesso à Tierra del Fuego, na
Argentina, em protesto pelo aumento do custo do gás, vital à sobrevivência na região.  Houve depredação
e até a Cruz Vermelha começou a retirar os turistas do território chileno.  O sul do Chile divide a Argentina
em duas partes e controla as balsas no Estreito de Magalhães. O Fordinho chegou a Cerro Sombrero, onde
foi abastecido, pois a gasolina chilena não costuma faltar.  Seguiram para a balsa e atravessaram o
Estrito de Magalhães.  Logo, passaram novamente pelas aduanas chilena e argentina e chegaram em Rio
Gallegos, onde passaram a noite.

No dia seguinte, voltaram ao trecho desértico do roteiro.  Muitos guanacos na pista, inclusive muitos
mortos.  Rodaram horas sem ver uma só arvore.  Pararam para ajudar um senhor com a esposa, numa
Rural Willys, mas já estava tudo bem.  Eles ficaram surpresos com o Fordinho e com a atitude.
Comentaram que a Rural tinha uma mecânica moderna e que eles não arriscariam estes percursos com um       
carro tão antigo.  Andre e Otávio começaram a sair da rota para abastecer e retornar novamente, pois os
postos de estrada, são os primeiros a ficarem sem gasolina.  No noticiário, informavam que estaria tudo
normal no dia 03/01, mas isto não aconteceu !

Dia 04, pousaram em Comodoro Rivadávia, uma cidade grande à beira do Atlântico. Havia combustível !

Pela manhã do dia 05, aproveitaram para trocar o óleo, desta vez pelo óleo 40, pois as temperaturas
começavam a subir.  Lavaram o Fordinho, pois o rípio e a chuva, haviam " camuflado " o carro na
paisagem.  Pousaram e abasteceram em Sierra Grande.

Dia 06, com muitos ventos, chuva e os sulcos formados pelos caminhões no asfalto, seguiram sem
encontrar gasolina;  Resolveram rodar até acabar o tanque antes de colocar a reserva.  Encontraram
gasolina na cidade de Rio Colorado.  Haviam rodado 340 kms co um tanque e, certamente, o vento
deve ter ajudado.  Abasteceram 35,6 litros, almoçaram e seguiram enfrentando, reparos e desvios na
pista, até a cidade, cujo curioso nome era " Azul ".

Continuavam a ter dificuldades de abastecimento e resolveram tentar voltar ao Brasil pela balsa
entre Buenos Aires e Colonia Del Sacramento, Uruguai.  Chegaram a Buenos Aires às 11,00 h.  da
manhã.  Estavam parados no semáforo, quando dois brasileiros começaram a gritar, que o pai de um
deles, estava acompanhando a aventura pelo site do Clube do Fordinho.  Foi muito engraçado !!

Chegaram ao " Buquebus " e havia lista de espera para as onze da noite. Decidiram então, seguir por
terra, pois não havia certeza e o horário era inconveniente.  Encararam as filas nos postos que tinham
combustível e chegaram a uma pequena cidade, chamada " Ubajay "

A idéia original era voltar por Fóz do Iguaçu, mas, diante da falta de gasolina, decidiram ingressar no
Brasil por Uruguaiana.  Havia muita fiscalização próxima às fronteiras e, a aduana em Passos de Los
Libres, estava com filas e muiyta morosidade.  Duas horas de espera, sob um sol de 46 graus. 
  
Chegaram ao Brasil com aquela sensação de que finalmente estavam em casa.  No primeiro posto
que pararam, foram reconhecidos pelos frentistas, pois, na viagem anterior ( 2009 ), haviam abastecido
lá, quando iam para Santiago e Atacama.  Um destes frentistas achou que só estavam voltando do
Atacama naquele momento !  Depois da sessão de fotos, seguiram para a cidade de Panambi.  Pararam
num hotel, onde o grupo do Nélson Fidelis havia se hospedado em Maio do anos passado.

No dia 09, saíram cedo e com vontade de chegar em casa. O Otávio estava esperançoso, mas, faltavam
1.200 kms.  Enfrentaram muitos caminhões e congestionamentos, pois era um Domingo e com muito
movimento !

Ficaram cerca de uma hora parados na pista em um reparo.  Mais tarde, carretas tombadas, deixavam
o transito mais moroso ainda.  Pegaram a Regis Bitencourt em Curitiba com chuva. Anoitecia quando
chegaram ao Estado de São Paulo...  Mais congestionamentos e chuva e acidente com vítima fatal ainda
na pista.  Uma visão triste e óbvia pela forma de conduzir de alguns motoristas !  Encararam a serrinha
da Regis, o Rodoanel, abasteceram em São Paulo e, finalmente, chegaram em Mairiporã às duas horas
da manhã, cansados, mas inteiros !  Puxar o freio de mão nesta hora, deu um alívio e a emoção de
chegarem em casa !   Difícil foi voltar ao trabalho logo na 2ª Feira !!!!


Vejam abaixo, as fotos da aventura inesquecível !



Inicio do Retorno 03/01/2011 (rípio)

Balsa no Estreito de Magalhães

Na balsa, entre ovelhas e carros.

Muitos guanacos na pista, inclusive mortos

Parada para o Lanche

Ajudando  um amigo de Estrada.

Comodoro Rivadavia - troca de óleo

Nos Postos de abastecimento... muitas fotos

Marcador à zero - não havia combustível

Nesta abastecida foram 35,6 litros.

Record ! Rodamos 340 kms com um tanque

A máquina incansável do Phaeton

Continua a falta de gasolina

Constante fiscalização nas Estradas.

Passo de Los Libres - Fila na Alfandega

Mais chuva à vista.

Um pote de ouro no fim do arco íris ??

O sol ia sumindo no horizonte...

Vale só pela paisagem

Buenos Aires - Av. Henry Ford

Ponte sobre o Rio Paraná

Chegada ao Brasil

Saída do Rio Grande do Sul

Muitos congestionamentos


Fotos - André Luiz Falavigna 

Diagramação: Augusto Geraldini

Tecnologia - Site Inteligente

Todos os direitos reservados ao
Clube do Fordinho - 2011

Paciência, falta pouco ...

André e Otávio... Finalmente em casa.

 


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