Reportagem Revista Antigo Motors e Família Mazzali.

Tal como Henry e Edsel Ford, pai e filho, somaram esforços para fazer do Modelo A um sucesso, os atuais motoristas deste Phaeton se uniram para realizar um sonho.
Com a ajuda do Clube do Fordinho, o Portal Antigo Motors encontrou este exemplar
e uma calorosa história.

Henry Ford era prático. Edsel, filho e sócio, visionário. Em 1926, o jovem já havia percebido que era preciso atualizar estilo e mecânica do Modelo T para continuar a crescer, mas o pai relutava. Porém, as vendas mostraram que estava certo. O próspero momento econômico proporcionava aos norte-americanos a chance de adquirir modelos menos enxutos.



Ao atingir a incrível marca de 15 milhões de unidades produzidas, Henry deu por decidido o fim do Modelo T. Durante meses Edsel e sua equipe ficaram enfurnados neste projeto. Em dezembro de 1927 o mistério chegou ao fim. E por dois dias milhões de pessoas fizeram fila para apreciar aquele que levaria Ford a um novo olhar.

A proposta de um carro acessível foi mantida, porém com glamour. "O projeto trazia novo chassi, motor de quatro cilindros, nova transmissão e um sistema elétrico inusitado, freio nas quatro rodas, amortecedores e limpadores de pára-brisas” aponta pesquisador Antigo Motors. 

Antigo Motors, Fordinho, Ford 29 Modelo A"O sonho do meu pai sempre foi ter um Fordinho. Antes de comprar o primeiro a quatro anos eu não conhecia praticamente nada de carro antigo”, diz o filho que com esforço comprou o modelo. Hoje o pai dirige satisfeito o exemplar por onde for, estrada ou cidade.

Após a compra, não sabiam bem como manter ou restaurar o carro. Foi o próprio vendedor quem indicou que procurassem um clube de entusiastas. "A grande vantagem de se associar é encontrar informação correta, seja quanto a originalidade, peças, dicas de reparo ou restauração”, comenta o filho.

Além dos amigos, a família toda participa das atividades ligadas ao carro antigo, "É um lazer muito grande”. A compra do automóvel foi para usá-lo, "viajamos com o carro com freqüência para a chácara, cerca de 310 km. Não dá dor de cabeça”, afirmam. 

O modelo ficou conhecido como Ford bigode. Esse apelido é devido alavanca do acelerador (direita) e o avanço do motor (esquerda), presas junto ao volante, lembrando o formato de um bigode. "No interior o chamamos de Pé de Bode. Talvez porque não há caminho que não vença”, complementa o pai.

No total a Ford vendeu mais de cinco milhões de Modelos A até 1931, em plena pós-crise de 1929. Assim ficou certo para Henry que velocidade, conforto e, acima de tudo estilo, haviam se tornado tão importantes em um automóvel quanto a engenharia. "O estilo do Modelo A foi inspirado no Lincoln da década de 20, principalmente a curva do paralama frontal e o desenho do radiador”, explica especialista consultado pelo Antigo Motors.Antigo Motors, fordinho, Ford 29 Modelo A

A mecânica era simples, descomplicada e com peças duráveis. Por exemplo, não há bomba de gasolina. O combustível é liberado pelo motorista e este desce por gravidade até o motor. Dispensa o filtro de ar, "também numa época em que mal havia estrada e poeira para todo lado, seria um problema”, analisa um dos atuais motoristas. O freio é a varão, uma característica importante quanto a originalidade do modelo. "Hoje é considerado precário, mas bom o suficiente para descer a serra de Santos”, continua.

"Talvez não tivesse dado continuidade com o carro sem o suporte do clube, ficou redondo”, conta o filho. Por isso reforça o quanto a troca de informações com outros proprietários lhe é útil.  No último dia 21 de agosto, o Clube do Fordinho realizou um passeio na cidade de São Paulo em saudação aos seus 40 anos comemorados em abril deste ano. Hoje conta com praticamente 1000 associados.


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Texto: Antigo Motors/ Fernanda Lopes
Fotos: Antigo Motors/ Jocelino Leão

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