Um Fordinho Proximo ao Polo Sul
André e seu Fordinho - De São Paulo à Ushuaia.


                __   Rota da Ida                Rota da Volta




Nosso associado, André Luiz Falavigna , prossegue em suas aventuras.  Ano passado ele foi até o Deserto
do Atacama, no Chile, com seu Fordinho Phaeton 1.929.  Este ano ele continua e vai mais fundo... Pretende
ir até Ushuaia, o ponto mais ao Sul do Continente, perto do Cabo Horn.  Acompanhe a viagem !!

Dia 15/12/2010 - Saiu de Mairiporã - S.P.,  com seu filho Otávio e pegou, logo de cara,  11 horas de chuva
ininterrupta. 

Dia 16/12 -   à noite, já estavam na fronteira com o Uruguai, em Chuí.

Dia 17/12,  atravessaram o Uruguai pelo interior e chegaram à " Colonia Del Sacramento ".  

Dia 18/12,
pegaram uma balsa para Buenos Aires, onde foram recebidos com um almoço pelos nossos companheiros do " Clube do Ford A "  da Argentina

Dia 19/12prosseguiram em direção ao Sul ,  com o Fordinho funcionando como um relógio, sem nenhum
problema e muito confiável.

Dia 20/12,  já estavam em Puerto Madryn, província de Chubut, na Argentina e nos relataram que as estradas estavam muito ruins, o calor era insuportável e que, entre uma Cidade e outra, existia uma verdadeira vastidão.

Dia 21/12 - Saíram de Puerto Madryn com 35 graus e ventos fortíssimos, chegaram na Cidade de Tres
Cerros ( população de 28 habitantes ) onde encontraram comida, gasolina e alojamento
.

Dia 22/12 - Pela manhã, fazia cerca de 0 grau.  Ao dar a partida, André ouviu um estalo ...  era a mola do Bendix que havia quebrado.  O óleo do motor estava muito espesso, devido ao frio intenso. André colocou óleo mais fino e trocou a mola.  Após o susto , seguiram viagem passando por Puerto San Julian,  rumo a El Calafate.  Surge um grave problema: Faltava gasolina nos Postos ! A dupla não se amedronta e segue em frente em pleno deserto. Passam por rajadas de ventos que suspendem a capota do Phaeton e erguem o parabrisa escamoteável.  Nos Postos, nada de gasolina ...  O vento segura o carro e o consumo de gasolina aumenta.  Chegam em " La Esperanza ", onde acham um lugar para comer e dormir. ( faziam - 4 Graus )

Dia 23/12 - Saem às 05,00 hs. da manhã, com pouco vento e  muito pouca gasolina,  pois a reserva de 28 litros, já havia sido usada.  Deram muita sorte !  Chegaram em El Calafate com apenas 3 litros de gasolina
no tanque.
Agora, a dupla vai esperar o restante da família chegar p/ passar o Natal e descansar um pouco.

De 24 à 26/12 - A família Falavigna permanece em El Calafate, fazendo passeios por museus, cavernas, glaciais e mirantes.

Dia 27/12 - O Fordinho , agora com 4 pessoas, mais bagagens, água, óleo, ferramentas e gasolina extra, segue para Ushuaia. Seguem em sentido Rio Gallegos e depois em direção ao sul. O frio era tão intenso
que André teve que usar anti-congelante no radiador. Pelo caminho, uma subida de 30 minutos em 2ª marcha.  Pegaram uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães e dormiram em Cerro Sombrero,
no Chile.  Pelo menos lá,  havia gasolina e o Hotel era bom.

dia 28/12 - Saem de Cerro Sombrero e, de cara, enfrentam a temível estrada de rípio,  uma cama de pedras, seixo, costelas de vaca, animais soltos, poeira e pedras arremessadas pelo trafego.  Foram 200 kms.  No trecho Argentino já havia asfalto.
Próximo ao Lago Escondido passaram por paisagens maravilhosas, porém muito perigosas,  pois haviam verdadeiros precipícios nas encostas das pistas.  O percurso total entre El Calafate e Ushuaia foi de 950 kms. Mas, como nos filmes de " Indiana Jones ", esta aventura também acabou bem !   Finalmente chegaram em Ushuaia !  Missão cumprida !
Depois de bem hospedados, quentinhos e confortáveis, puderam curtir a paisagem esplendida do local. 
Nos dias seguintes, foram conhecer de perto,  pinguins, leões marinhos, baleias e um pouco mais da
beleza exótica deste quase "fim do mundo"

Dia 03/01/2011 - André acompanha sua esposa Clara e sua filhinha Luiza até o aeroporto, onde ambas embarcam para São Paulo, deixando a  " Dupla Dinamica " e seu intrépido Fordinho, para iniciarem a viagem de volta.  Serão oito longos dias para voltar para casa e rever os amigos.  Estaremos todos esperando para festejar no Clube do Fordinho.


Logo na saída... 11 horas de chuva.

Chegada no Uruguai

Em direção à Argentina

Balsa para Buenos Aires

Chegana da tierra de Los Hermanos

Recepção dos amigos do Club del Ford A

Nosso símbolo  em boas mãos

As raridades da Argentina

A viagem é o assunto do almoço

Argentina... Adeus, ou até breve ?

O Phaeton enfrenta o vendaval !

Andre " Jones " e seu Fordinho

Só pra ajudar.  Sem gasolina !

Ushuaia : só faltam 2.724 Kms..

A mola do Bendix quebra.

Mola nova, Fordinho na estrada.

Aparecem os primeiros Guanacos

No Hay Combustible.   E agora ??

Apesar de tudo, André chega em Ushuaia

Lá, comparam André com um quadro

André passeia com a família

As natureza exagera na beleza !

O Fordinho de frente para um Glacial !

Imagem estonteante. Inacreditável !

Clara, André, Luiza e Otávio Falavigna

Realmente " On the rocks "

André... Fotógrafo Glacial

Orgulho do Clube do Fordinho !!!

Vai  Campeão ...

Só de olhar...  brrrrrrruuuu

Mais paisagens

Olha nossa bandeira aí gente !

André encontra o petróleo.

Passeando pelos Museus

Um buraco à mais, não faz mal .

Fordinho ao Mar ...

A única folga do Fordinho

O Fordinho tirou de letra esta estrada.

Cade as faixas ?

Não falei que era longe ???

Leões Marinhos

André : Traz um para o Clube !

Otávio Falavigna - Co-Piloto

André e o Clube = Inseparáveis.

Alaska ?  Olha que o André vai hein...

" Voce está aqui - Fim da Rota "

Alguem ainda tem dúvidas ...

Não !!!  O carro é muiiiiito bom mesmo !

Tierra Del Fuego

Estreito de Magalhães

Tierra Del Fuego

Phaeton 1.929 - Brilhante performance

Luiza Falavigna

Descanso para todos


Viagem de Retorno ao Brasil

Era 3 de janeiro de 2011, estávamos em Ushuaia, a Clara e a Luiza pegaram o avião para São Paulo e eu e o Otávio pretendíamos chegar a Rio Gallegos.
Saímos cedo, chovia, fazia frio e tinha muita neblina.  Chegamos a San Sebastian, onde termina o território argentino e começa o chileno. 
Duas aduanas morosas com muitos turistas e filas.  Começa também o trecho de rípio 150 km  até Cerro Sombrero.  Com a chuva havia pouca poeira, mas as costelas de vaca continuam sacudindo o carrinho. Não há interesse do Chile em asfaltar uma vez que a maior parte do transito destina-se ao território argentino. 

Sorte que era dia 3, pois dia 10 de janeiro os chilenos bloquearam o acesso à Tierra Del Fuego (Argentina) em protesto pelo aumento do custo do gás,
vital à sobrevivência na região. Houve depredação e até a Cruz Vermelha começou a retirar turistas do território chileno.  O sul do Chile divide  a Argentina  em duas partes e controla as balsas no Estreito de Magalhães.  Chegamos a Cerro Sombrero, abastecemos a gasolina chilena que não costuma faltar, seguimos para a balsa e atravessamos o Estreito de Magalhães.  Logo passamos novamente pelas aduanas chilena e argentina.  Chegamos a Rio Gallegos  onde pousamos.

No dia seguinte voltamos ao trecho desértico do roteiro.  Muitos guanacos na pista, inclusive muitos mortos.  Rodamos horas sem ver uma só arvore. Paramos para ajudar um senhor com a esposa numa Rural Willys, mas já estava tudo bem.  Ficou surpreso com o nosso carro e a nossa atitude. Comentou que a Rural tinha uma mecânica moderna e não arriscaria estes percurso com um carro tão antigo....

Começamos a sair da rota para abastecer e retornar novamente, os postos de estrada são os primeiros a ficarem sem gasolina. No noticiário informavam que estaria tudo normal no dia 3/1,  mas isto não aconteceu.

Dia 4 pousamos em Comodoro Rivadávia, uma cidade grande à beira do Atlântico. Havia combustível.  Pela manhã do dia 5 aproveitamos para trocar o óleo, desta vez pelo óleo 40 pois  as temperaturas começavam a subir.  Lavamos o carrinho, pois o rípio e a chuva haviam camuflado o carro na paisagem.

Pousamos e abastecemos em  Sierra Grande.  Dia 6 com muitos ventos, chuva  e os sulcos formados pelos caminhões no asfalto, seguíamos sem encontrar gasolina.  Resolvemos rodar até acabar o tanque antes de colocar a reserva. Encontramos gasolina na cidade de Rio Colorado. Havíamos rodado 340 kms com um tanque, certamente o vento ajudou.  Abastecemos 35,6 litros, almoçamos e seguimos  atravessando reparos e desvios na pista até a cidade cujo nome é Azul.

Continuávamos a ter dificuldade de abastecimento, resolvemos tentar voltar para o Brasil pela balsa entre Buenos Aires e Colonia  Del Sacramento, Uruguai. Chegamos a Buenos Aires às 11 horas da manhã.  Estávamos parados no semáforo, quando dois brasileiros começaram a gritar que o pai de um deles estava acompanhando nossa viagem pelo site do Clube do Fordinho. Foi engraçado.  Chegamos ao Buquebus e havia lista de espera para às onze horas da noite. Decidimos seguir por terra, pois não havia certeza e o horário não era conveniente.  Encaramos as filas dos postos que tinham combustível e chegamos a uma pequena cidade  "Ubajay".

A idéia original era voltar por Foz do Iguaçu. Diante da falta de combustível decidimos ingressar no Brasil por Uruguaiana.  Muita fiscalização próxima às fronteira e a aduana em Passo de Los Libres com filas e muita morosidade.  Duas horas de espera e um sol  de 46 graus. Chegamos ao Brasil com aquela sensação de que estávamos em casa.  No primeiro posto que paramos fomos reconhecidos pelos frentistas, pois na viagem anterior  (2009) havíamos abastecido lá quando íamos para  Santiago e Atacama.  Um deles achou que só estávamos voltando do Atacama naquele momento.   Depois da sessão de fotos seguimos até  a cidade de Panambi  .  Paramos num hotel onde o grupo do  Nelson Fidelis se hospedou em maio do ano passado.  Saímos cedo no dia 9 com vontade de chegar em casa, o Otávio estava esperançoso mas faltavam 1200 kms.   Muitos caminhões e congestionamentos, era um Domingo  com muito movimento.

Ficamos cerca de uma hora parados na pista  em um reparo.   Mais à frente,  carretas tombadas deixavam mais moroso o transito.  Pegamos a Regis Bitencourt em Curitiba com chuva.  Anoitecia e chegamos ao Estado de São Paulo.  Mais congestionamentos e chuva,  acidente com vítima fatal ainda na pista, uma visão triste e óbvia pela forma de conduzir de alguns motoristas.  Encaramos a serrinha da Regis, o Rodoanel, abastecemos em São Paulo e finalmente chegamos a Mairiporã  às duas horas da manhã, cansados mas inteiros.   Puxar o freio de mão nessa hora nos dá o alívio e a emoção de chegarmos em casa.

Difícil foi voltar a trabalhar logo na 2ª feira....


Inicio do Retorno 03/01/2011 (ripio)

Balsa no Estreito de Magalhães

Na balsa, entre ovelhas e carros.

Muitos guanacos na pista, inclusive mortos

Parada para o Lanche

Ajudando  um amigo de Estrada.

Comodoro Rivadavia - troca de óleo

Nos Postos de abastecimento... muitas fotos

Marcador à zero - não havia combustível

Nesta abastecida foram 35,6 litros.

Record ! Rodamos 340 kms com um tanque

A maquina incansável do Phaeton

Continua a falta de gasolina

Constante fiscalização nas Estradas.

Passo de Los Libres - Fila na Alfandega

Mais chuva à vista.

Um pote de ouro no fim do arco íris ??

O sol ia sumindo no horizonte

Vale só pela paisagem

Buenos Aires - Av. Henry Ford

Ponte sobre o Rio Paraná

Chegada ao Brasil

Saída do Rio Grande do Sul

Muitos congestionamentos


Fotos - André Luiz Falavigna
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Clube do Fordinho - 2011

Paciência, falta pouco ...

André e Otavio... Finalmente em casa.

 

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